Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

Hoje no diário de notícias

Patrícia Reis vai 'Por este Mundo Acima'

por Maria João Caetano<input ... >Hoje<input ... >

Patrícia Reis

Escritora apresenta novo romance hoje, segunda-feira, às 18.30, na livraria Leya Barata, em Lisboa.

Patrícia Reis não gosta de lançamentos de livros. Apesar disso, na próxima segunda-feira, a jornalista, editora e escritora vai lançar o seu novo romance "Por este mundo acima" (Dom Quixote). A sessão acontece na livraria Barata, em Lisboa, e conta com a apresentação de valter hugo mãe. "Um lançamento serve para validar a obra, porque há sempre alguém que a apresenta. Ora a obra ou vale por si ou não vale. Não estou de todo a desvalorizar o papel que o valter irá fazer mas na verdade é assim: o livro está aqui, ou é bom ou não é bom, ou gostam ou não gostam. Preferencialmente que gostem e que comprem." Não podia ser mais directa, pois não?

A sinceridade é uma das características de Patrícia Reis, autora de obras como 'Morder-te o coração' (2007) ou 'Antes de ser feliz' (2009), mas pensa que teve de chegar aos 40 anos para começar a assumi-la sem receios. "Não quero ser uma salsicha Nobre, não preciso que todos gostem de mim. Faço o melhor que posso e sei e isso é muito melhor do que o que faz a maioria das pessoas. Podem acusar-me de falsa de modéstia à vontade", desafia. Na sua perspectiva, este "é só mais um livro". Poderá não ser o melhor livro do mundo mas é o melhor que Patrícia Reis conseguiu fazer neste momento, depois de se ter empenhado honestamente na escrita durante três anos e sete meses. "Escrevo para partilhar histórias com as pessoas. Isto não é uma corrida, ninguém ganha. A literatura não é uma competição." E acrescenta: "A posteridade não me interessa. Eu escrevo para as pessoas de hoje. Esta é a minha opção."

E foi precisamente a pensar no momento em que vivemos, "na vertigem do consumismo, individualismo, montra de vaidades do facebook, dos e-mails rápidos, dos sms que não têm tom, nem voz, nem toque nem contacto visual", que Patrícia Reis quis "voltar ao básico" e falar das relações entre as pessoas. E já agora contar as histórias de algumas dessas pessoas. "Isso é o que me interessa", confessa.

A acção de 'Por este mundo acima' decorre em Lisboa, após um acidente/guerra nuclear. Não se diz muito sobre o que aconteceu, o importante é que, sem electricidade, sem combustível e sem água canalizada, os poucos sobreviventes têm que viver quase como na Idade Média. E a sociedade reconstrói-se a partir de memórias difusas de uns e de outros e dos livros, esses sobreviventes, que não precisam de tecnologia para existir. Nas palavras da autora: "Perguntaram a Albert Einstein se ele sabia como seria a terceira guerra mundial e ele respondeu que não fazia ideia mas que a quarta seria certamente à pedrada. Isto não é isso, não é esse o tema do livro. É um cenário catastrófico mas é só o pretexto para voltarmos a falar daquilo que é básico, que é o bem e o mal, o ser-se bom ou ser-se mau, a memória que temos ou não das coisas e sobretudo a importância extrema da amizade. Porque no limite é a melhor forma de amor".


publicado por Patrícia Reis às 22:26
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